Analisei o instagram de 10 agências criativas em Portugal.
Em todas observei trabalhos com muita qualidade, alguma educação voltada ao cliente, algum entretenimento.
No entanto, algo estava ausente em todas: mensagens claras para captar clientes.
Muitas das vezes nem um simples call-to-action (CTA) nos posts.
Zero intenção comercial.
O foco está no awareness e no brand building e não na conversão.
O instagram é usado como portfolio e não como parte activa no funil de vendas.
O feed é dedicado ao cases dos últimos trabalhos, onde geralmente a estética fala mais alto que a estratégia.
Muita prova de criatividade, pouca prova de resultados.
Qual é a diferenciação então que vai ajudar o cliente a escolher entre agências?
É pelo trabalho que considerar mais bonito?
A amostra demonstra que é isso que está a acontecer neste momento.
Um dos exemplos que analisei é uma agência de branding bem conhecida.
Trabalhos esteticamente agradáveis, alguns posts com prova social (prémios conquistados), outros com algum behind the scenes. Mas vamos mais fundo: bio esotérico, posts sem CTA ‘s, nada sobre métodos ou insights que conduziram o processo criativo.
Zero menções sobre a estratégia, ROI, ou resultados que o cliente obteve.
Portfólio bonito, diferenciação zero.
O problema não é falta de talento.
É um modelo mental errado sobre o que o Instagram é.
O mundo evoluiu mas as agências ficaram paradas nos anos 60: o portfólio de papel foi transformado em digital, e as redes sociais são usadas como se fossem um site behance.
Talvez até usem todas as redes sociais como mais um portfolio.
Sem usar para construir comunidade, prova social ou posicionamento.
Mas, mesmo nos anos 60 (ou antes), Ogilvy dizia “If it doesn’t sell, it isn’t creative”.
Se as tuas redes não vendem, serás mesmo criativo?

Se não te diferencias como vão os clientes encarar isso?
Como vais justificar cobrar mais se “até há outra agência que faz no mesmo estilo”?
Estás a comoditizar o teu serviço.
A mostrar o embrulho bonito em vez do processo e do valor real.
Sem diferenciação clara, vais continuar a competir por estilo e preço.
E há sempre alguém mais bonito ou mais barato.
Se não queres ser mais um a regatear com clientes, algo vai ter que mudar: o teu posicionamento digital.
Tudo começa com a transformação do teu instagram de galeria para sistema de angariação de clientes.
É aqui que vais construir autoridade, diferenciação e converter atenção em negócio.
Como começar?
Não é preciso refazer tudo.
Existem 3 pequenos ajustes que podem ter algum impacto já:
- BIO – a Bio da tua agência é primeiro contacto.
Deve dizer: quem serves, que resultado, CTA claro.
Não é uma tagline criativa esotérica que deixa o potencial cliente desorientado.
O teu serviço pode ser Michelin mas não tens que ter um “prato” com nome complicado. Se tens dúvidas sobre a tua bio actual podes usar o meu GPT grátis que avalia a tua bio em segundos. - POSTS COM INTENÇÃO COMERCIAL – Cada post serve 1 objetivo claro.
Pelo menos 1 CTA por semana visível, de forma a manter a ideia na mente do cliente.
Aqui podes ser criativo e ir além do “vejam o nosso trabalho bonito”.
Não precisas de ser hard sell nem needy mas, também não ganhas nada ao ser anti-comercial. Vender não polui a “pureza” da tua criatividade, nem diminui a força das tuas estratégias. - CASOS COM RESULTADOS NÃO ESTÉTICA
Mostrar: problema cliente ? processo ? resultado mensurável.
Não é “fizemos um branding lindo para X e ganhamos 10 prémios”.
Achas que o cliente importa-se com os teus prémios?
Se isto ressoa e queres transformar o teu Instagram de portfólio em sistema de vendas, começa por avaliar a tua bio.
Ou se preferires discutir como aplicar isto à tua agência especificamente envia-me um e-mail.