
Great article by Enrique Allen over at Fast Company.

Great article by Enrique Allen over at Fast Company.

“While the Internet is buzzing with ways to survive the last year of the world (according to the ancient Mayan Calendar), frogs are thinking of other things that will shape culture this year. We asked frogs from across the globe to share their personal favorite tech trends that’ll crop up this year and what their impact would be on design, business, entertainment, and our daily routines. We had frogs from all disciplines—from strategy to engineering—draw from their passions and expertise to offer their input. Without doubt, 2012 is shaping up to be a year of hyper-connected, highly-personal, ultra-smart computing that, well, might just skip the computer altogether.

Springwise selected 10 new business ideas that will provide entrepreneurs with plenty of inspiration in 2012. Spotted from countries all around the world, these businesses offer a taste of what’s to come in the year ahead.


Image and Conference Poster for ESTEL “VI Encontro Nacional das Ciências e Tecnologias da Saúde”
Client: ESTeSL – Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
http://www.viencontro.estesl.ipl.pt/
No mundo actual a maior parte dos Estados ambiciona ter uma economia forte e competitiva a nível global, e também um tecido empresarial extremamente produtivo, criativo e inovador. Segundo Gisele Raulik-Murphy, senior researcher do University of Wales Institute, uma das formas que os países têm para atingir estes objectivos é investir num Sistema Nacional de Design.
Um Sistema Nacional de Design, conforme Gisele Raulik-Murphy define no artigo “An International Perspective”, assenta em 4 pilares:
- Promoção — centros de design, exposições, publicações, prémios, conferências e demais actividades ou informação que tenham como alvo principal o público em geral;
- Suporte — programas de integração em PME’s, aconselhamento e monitorização, programas sectoriais, demonstrações e demais actividades ou informação que tenham como alvo principal a indústria;
- Educação — toda a educação, formal ou não, que permita ao designer ser um bom profissional;
- Política ou Estratégia Nacional de Design – a implementação das 3 áreas de acção acima deverá ser regida por estratégias determinadas pelo Governo que tenham em conta os principais stakeholders (a indústria, o sector do design e os próprios designers, entre outros).
Olhando para o ranking 2009 – 2010 das 20 economias mais competitivas constatamos a ligação entre competitividade e a aposta num Sistema Nacional de Design:
1. Suiça - Promoção do Design
2. Estados Unidos - Promoção do Design mas, estão a ser publicamente debatidas diversas propostas com vista a elaborar uma Política Nacional de Design (http://www.designpolicy.org/)
3. Singapura - Promoção, Suporte e Política Nacional de Design
4. Suécia - Promoção e Suporte do Design
5. Dinamarca - Promoção, Suporte e Política Nacional de Design
6. Finlândia— Promoção, Suporte e Política Nacional de Design
7. Alemanha - Promoção e Suporte do Design
8. Japão - Promoção, Suporte e Política Nacional de Design (desde 1956)
9. Canadá— Promoção do Design
10. Holanda - Promoção, Suporte e Política Nacional de Design
11. Hong Kong
12.Taiwan - Promoção e Suporte do Design
13. Reino Unido - Promoção, Suporte e Política Nacional de Design (desde 1949)
14. Noruega - Promoção e Suporte do Design
15. Austrália - Promoção do Design
16. França— Promoção e Suporte do Design
17. Aústria
18. Bélgica— Promoção e Suporte do Design
19. Coreia do Sul - Promoção, Suporte e Política Nacional de Design
20. Nova Zelândia - Promoção, Suporte e Política Nacional de Design
A nível Europeu lembramos as palavras de Jan R. Stavik, presidente do BEDA: “The European Commission sees design as crucial in bridging the gap between creativity and innovation today. We have achieved a genuine breakthrough for design in Europe, which can boost European competitiveness in the future”.
Talvez no futuro vejamos surgir algum tipo de Política Comunitária de Design ou a sua integração numa grande Estatégia Comunitária de Inovação. Ficamos à espera para ver o que nos trás a European Innovation Strategy a ser revelada em breve.
E em Portugal? O nosso país encontra-se no 43º lugar do index de competitividade. A nível político a importância dada ao design é mínima. Basta ler os programas eleitorais das últimas legislativas e contar as raras vezes em que a palavra “design” é mencionada por cada partido. Além disso, geralmente o contexto da menção não revela uma visão global das potencialidades do design, mas sim uma intervenção pontual na área x ou y. Resumindo, existem programas de Promoção e Suporte do Design, mas não existe em Portugal uma Política Nacional de Design.
Em tempo de crise Portugal não se pode dar ao luxo de continuar a adiar este projecto. É necessário apanhar o comboio da competitividade, sendo necessário investir nos 4 pilares que formam um Sistema Nacional de Design ou, pelo menos, que se lançar um debate público sobre as vantagens e desvantagens da criação desse mesmo Sistema e de uma Política Nacional de Design.
Nesse possível debate os designers, como stakeholders deste processo, deverão intervir activamente, tal como acontece hoje nos EUA, fazendo valer os seus pontos de vista, sugerindo medidas, fazendo a sua voz ouvir junto dos decisores políticos. Os designers apesar da sua intervenção social, económica e cultural, muitas vezes colocam de parte a intervenção política, o que parece contribuir para o poder político também continuar a colocar-nos à parte. É necessário sonhar, planear e agir um futuro melhor e todos os designer são necessários.
“Bem tentais não vos ocupar de política, mas a política ocupa-se de vós”—Charles Montalembert
Em Janeiro de 2008, numa reunião com o BEDA (The Bureau of European Design Associations) Gunter Verheugen, Vice-Presidente da Comissão Europeia afirmou que “no que toca ao design, a Europa deverá manter a sua posição como a região mais competitiva do mundo”.
Durante 2009, Ano Europeu da Criatividade e Inovação, várias vezes foi mencionado o design como factor de impulsionamento e de diferenciação da economia europeia. Convêm assim, deitar um olhar à forma como alguns países europeus estão a interligar design e economia.
1. REINO UNIDO
A Inglaterra é um dos países europeus que mais investe em estudos para saber qual o real contributo do design para a economia do Reino Unido. Será por isso o país que será aqui abordado mais profundamente.
No site Design Fact Finder (www.designfactfinder.co.uk), promovido pelo DesignCouncil, podemos encontrar algumas conclusões desses estudos feitos sobre o real valor do design para a economia inglesa:
- Existe uma ligação entre design e uma melhor performance nos negócios
O estudo conclui que os negócios que mais investiram em design nos últimos 3 anos aumentaram as suas probabilidades de aumento de receitas e têm o dobro das probabilidades de crescimento dos que negócios não o integram.
Por cada 100 libras investidas em design, existem um aumento de receitas em média na ordem das 225 libras. Por cada 100 libras investidas em design, os lucros aumentam em média de 83 libras.
- Existe um sucesso considerável aquando da integração do design em empresas
O programa Designing Demand introduziu design em empresas, que vão desde start-ups a empresas com longo historial mas que procuravam novos produtos e serviços. O impacto foi bastante evidente:
O estudo The Business of Design de 2005 apresenta-nos ainda mais números:
2. FRANÇA
Números do estudo International Evidence on Design da Manchester Business School para o DTI:
3. SUÉCIA
Números do estudo International Evidence on Design da Manchester Business School para o DTI:
4. DINAMARCA
Números do estudo International Evidence on Design da Manchester Business School para o DTI:
5. ALEMANHA
Números do estudo International Evidence on Design da Manchester Business School para o DTI:
6. PORTUGAL
Comparado com o resto da Europa, Portugal não tem muitos estudos que definam claramente o papel do seu design na sua economia, nem o quanto se tem investido nesta área. Fora alguns estudos efectuados pelo CPD, pouco dados existem sobre o impacto do design em Portugal.
Referindo números da publicação “Observar o Design” de 2000, editada pelo CPD:
Nesta mesma publicação acima mencionada, são ainda referidos 8 grandes problemas que afligem a área do design em Portugal:
Desde 2000, alguns destes problemas já começaram a ser abordados mas ainda existe muito trabalho a ser feito.
Uma análise SWOT feita pelo ICEP, em 2001, aos principais sectores da economia portuguesa aponta um insuficiente investimento em design por parte das empresas, nomeadamente nos sectores do Artesanato, Cerâmicas, Materiais de Construção, Mobiliário e Iluminação, Ourivesaria e Joalharia, Pavimentos e revestimentos Cerâmicos, Utilidades Domésticas, Vidros.
O design é uma clara oportunidade para o aumento do valor e da competitividade dos produtos portugueses.

Graphic image (poster showed) for a Design and Sustainability Conference organized by APD (Portuguese Designers Association).
One of just 3 finalists of this contest promoted by Clube de Criativos.
Check the other finalists at www.clubecriativos.com